{"id":16931,"date":"2026-06-17T16:24:32","date_gmt":"2026-06-17T19:24:32","guid":{"rendered":"https:\/\/fmis-law.com.br\/?p=16931"},"modified":"2026-06-17T16:24:32","modified_gmt":"2026-06-17T19:24:32","slug":"stj-decide-que-difal-do-icms-em-operacoes-interestaduais-e-devido-desde-a-lei-kandir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fmis-law.com.br\/en\/stj-decide-que-difal-do-icms-em-operacoes-interestaduais-e-devido-desde-a-lei-kandir\/","title":{"rendered":"STJ decide que Difal do ICMS em opera\u00e7\u00f5es interestaduais \u00e9 devido desde a Lei Kandir"},"content":{"rendered":"<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), ao julgar o Tema 1.369, decidiu que a cobran\u00e7a do diferencial de al\u00edquota do ICMS (Difal) em opera\u00e7\u00f5es interestaduais destinadas a consumidor final contribuinte do imposto j\u00e1 era juridicamente v\u00e1lida com base na Lei Complementar n\u00ba 87\/1996, conhecida como Lei Kandir. O entendimento afasta a tese de que a Lei Complementar n\u00ba 190\/2022 seria condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para a exig\u00eancia do tributo nessas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por unanimidade, prevaleceu o voto do relator, ministro Afr\u00e2nio Vilela, segundo o qual a Lei Kandir j\u00e1 continha os elementos essenciais necess\u00e1rios \u00e0 exig\u00eancia do tributo. Assim, a Lei Complementar n\u00ba 190\/2022 teria apenas complementado e aperfei\u00e7oado a disciplina legal existente.<\/p>\n<p>O julgamento foi realizado sob o rito dos recursos repetitivos, conferindo car\u00e1ter vinculante \u00e0 tese fixada pelo STJ. A decis\u00e3o possui relev\u00e2ncia direta para empresas que questionavam a cobran\u00e7a do DIFAL em per\u00edodos anteriores \u00e0 vig\u00eancia da Lei Complementar n\u00ba 190\/2022, sob o argumento de que a nova lei teria introduzido elementos indispens\u00e1veis para a incid\u00eancia do tributo.<\/p>\n<p>Outro aspecto relevante \u00e9 que o Supremo Tribunal Federal (STF) j\u00e1 havia reconhecido a natureza infraconstitucional da controv\u00e9rsia (Tema 1.331). Dessa forma, o entendimento firmado pelo STJ tende a representar a posi\u00e7\u00e3o definitiva dos tribunais superiores sobre a mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, a decis\u00e3o fortalece a posi\u00e7\u00e3o fazend\u00e1ria nas disputas envolvendo a cobran\u00e7a do diferencial de al\u00edquota em opera\u00e7\u00f5es interestaduais destinadas a consumidores finais contribuintes do imposto, e dever\u00e1 impactar processos judiciais em curso, al\u00e9m de influenciar estrat\u00e9gias de contencioso tribut\u00e1rio e avalia\u00e7\u00f5es de passivos fiscais relacionadas ao Difal.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o entendimento firmado pelo STJ contribui para consolidar a interpreta\u00e7\u00e3o sobre a exigibilidade do Difal nas opera\u00e7\u00f5es interestaduais destinadas a consumidor final contribuinte, trazendo maior previsibilidade para a aplica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e para a condu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios envolvendo a mat\u00e9ria.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), ao julgar o Tema 1.369, decidiu que a cobran\u00e7a do diferencial de al\u00edquota do ICMS (Difal) em opera\u00e7\u00f5es interestaduais destinadas a consumidor final contribuinte do imposto j\u00e1 era juridicamente v\u00e1lida com base na Lei Complementar n\u00ba 87\/1996, conhecida como Lei Kandir. 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